segunda-feira, 4 de julho de 2011

ALIMENTAÇÃO NA GRAVIDEZ E ALEITAMENTO



As mudanças que o corpo da mulher sofre durante a gravidez e aleitamento exigem cuidados especiais. Neste período, a alimentação tem de ser particularmente variada e adequada às necessidades da gestante para fornecer todos os nutrientes necessários para a saúde da mãe e do bebê.

A ingestão de proteínas deve ser ligeiramente aumentada, pois é a partir delas que se dá a formação de novos tecidos na mulher, a placenta, e o desenvolvimento de outros como o útero e as mamas, além da formação e crescimento do bebê.

Devemos variar as fontes de proteína da alimentação, dando preferência a carnes magras, frango e peixe, feijões e leguminosas como a soja, frutas oleaginosas como nozes, castanhas além de laticínios e ovos.
As gorduras fornecem energia à grávida e ao feto. São usadas para o crescimento do bebê e para formar estoques de energia que a mãe utilizará no período de aleitamento. Algumas gorduras como o Ômega 3 e o Ômega 6 são essenciais para o desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso e para os órgãos do feto, regulação da hipertensão arterial se esta se manifesta durante a gravidez, redução do risco de nascimento prematuro e ainda ajuda a diminuir os problemas de depressão pós-parto de que sofrem muitas mulheres.

São encontrados em óleos de milho, girassol, no azeite de oliva, em peixes como salmão, atum, sardinha e na linhaça.

Através dos carboidratos consumidos pela mãe é que o embrião e o feto têm suas necessidades energéticas atendidas, e essas são bem altas já que precisam atender ao crescimento e maturação do bebê. Quando o consumo de carboidratos é baixo ao longo da gravidez, o recém-nascido corre o risco de nascer com déficit de peso.

 Aproximadamente 60% do valor calórico total ingerido pela mãe deve vir de carboidratos que são encontrados em frutas, verduras, legumes, cereais integrais - como arroz integral, pães e biscoitos integrais, barras de cereais.

Nos cereais integrais, além de carboidratos complexos, temos vitaminas, minerais e fibras que auxiliam no combate a outro mal comum a grávidas, a prisão de ventre.

A gestante deve fazer 6 pequenas refeições ao dia. Desta forma consegue variar mais os alimentos, suprindo a necessidade dos minerais como ferro, cálcio, magnésio, zinco e vitaminas A, ácido fólico e vitamina D.

Vale lembrar que a gravidez não é a ocasião adequada para fazer dietas restritivas, a não ser que seja recomendada pelo médico. As dietas poderão provocar insuficiências nas necessidades calóricas e/ou em nutrientes específicos de que poderão resultar graves conseqüências para o seu bebê, como aborto espontâneo ou morte neonatal.

Não é recomendado "comer por dois", engordar demais durante a gravidez pode acarretar sérias complicações para a mãe e para o filho, desde pressão alta, diabetes gestacional e crianças obesas.

O consumo de álcool assim como o fumo deve ser excluído dos hábitos das gestantes, pois podem causar sérias lesões ao feto.

O sal deve ser usado com moderação pois em excesso retém líquidos causando edemas e hipertensão arterial.

É recomendada a ingestão de pelo menos 2 litros de água ao dia, mantendo a grávida sempre hidratada.

Não deve abusar do café, refrigerantes a base de cola, guaraná e chás mate e preto, pois contêm muita cafeína, podendo causar taquicardia e picos hipertensivos.

Os alimentos devem sempre ser bem lavados, cozidos e depois de prontos guardados em geladeira.

Durante o período de amamentação, a nova mamãe deve continuar com uma alimentação equilibrada: lembre-se que tudo que comer irá para seu bebê através do leite materno.

Abuse de frutas, sucos, legumes e verduras. Faça pratos sempre muito coloridos, desta forma garantirá boa saúde ao seu bebê.

Atenção: Nenhuma orientação substitui uma consulta clínica individualizada realizada por um profissional de saúde!

BARBARA MAGALHÃES DE CARVALHO - NUTRICIONISTA - CRN: 11645/P

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